Narrado por Zalea Baranov
O salão era um mausoléu de riquezas.
Um altar profano onde homens riam entre goles de whisky envelhecido e conspirações sussurradas.
Eu era o sacrifício.
Sentada ao lado de Ivan, meu corpo permanecia imóvel, mas minha alma se encolhia a cada toque.
Seu braço envolvia minha cintura como uma algema de carne.
Não era proteção — era domínio.
Cada gesto dele dizia ao mundo: “Ela me pertence.”
E naquele mundo, “pertencer” era sinônimo de silêncio, obediência e dor.
A fumaça