Narrado por Zalea Baranov
Os dias escorreram lentos desde que minha pele conheceu os punhos de Ivan. O corpo, marcado por hematomas sombrios, tornou-se um mapa da dor, e cada respiração se tornava um ato de coragem. Havia algo quase poético naquele sofrimento — como se meu corpo estivesse aprendendo a conversar com a dor em silêncio. Mas nem isso era libertador. Era apenas mais uma cela, mais um açoite invisível.
A casa sussurrava em vozes baixas, e eu, sua prisioneira, escutava tudo do fundo d