Narrado por Leonid Raskolnikov
Ela carregava nos olhos o vestígio de uma guerra que não terminava. A fronteira tênue entre o querer e o temer dançava em seu olhar com a mesma precisão com que um punhal reluz sob a luz da madrugada. Zalea era feita de silêncios doloridos e vontades contidas — e, mesmo sem tocar sua pele, eu a sentia inteira. Havia desejo. Havia medo. E havia a certeza de que ela já era minha, embora ainda resistisse ao nome dessa posse.
Ela ainda não sabia, mas não se joga com