Narrado por Leonid Raskolnikov
Esperei por vinte minutos. O tempo escorria lento, cruel, como o sangue que pinga de uma ferida aberta. Mas Zalea não apareceu.
Minha paciência — se é que um dia existiu — era um vício que eu nunca cultivei. Preferia o silêncio cortante ao ruído do tempo desperdiçado. Levantei-me, passos silenciosos como um predador em seu próprio domínio, e fui até o quarto dela.
A porta se abriu sem esforço, gemendo baixinho como se temesse interromper algo sagrado. E ali estav