Narrado por Zalea Baranov
A luz crua do porão foi apagada e tudo o que restou foi a respiração pesada que escapava de mim, como um segredo maldito tentando fugir da carne. Zaiden se afastou em silêncio, como se o horror tivesse se tornado uma dança rotineira entre nós — ele ferindo, eu suportando, nós dois sobrevivendo às versões distorcidas um do outro.
Minhas mãos tremiam, não mais por dor, mas por cansaço. O tipo de cansaço que corrói a alma, que não se cura com repouso, nem com esperança.