Zalea Baranov
Saber que o bebê… o nosso bebê… ainda vivia em mim… acendeu uma chama adormecida sob os escombros do meu corpo. Uma centelha pequena, mas furiosa, que queimava onde antes só havia gelo. Era como se, por dentro, eu florescesse em meio aos cacos.
Leonid me olhava como se o mundo dele tivesse um único centro: eu, deitada ali, naquele leito que cheirava a antisséptico e lembranças mal apagadas.
Enquanto aguardávamos os médicos, permiti-me observar melhor aquele homem que outrora parec