Mundo ficciónIniciar sesiónStella siempre ha creído en el amor, ese que te enamora y te enciende el alma. Pero cuando su familia intenta obligarla a un matrimonio sin amor, huye, decidida a forjar su propio final feliz. Por un tiempo, lo encuentra: nuevos amigos, libertad, incluso romance. Hasta que el hombre en quien confiaba la traiciona. Conmocionada por un corazón roto, Stella termina en un bar donde el destino interviene... y también lo hace Antonio. Antonio es el poderoso Alfa de la Manada Colmillo de Sangre, un hombre temido por sus enemigos y agobiado por decisiones que le costaron caro. Una vez rechazó a su pareja, pero cuando descubre que ella le dio un hijo, todo cambia. Su mundo se desmorona de nuevo cuando el niño es secuestrado por una manada rival. Unidos por la tragedia y un vínculo que ninguno puede ignorar, Stella y Antonio deben enfrentarse a las sombras de su pasado para salvar a su hijo. El peligro acecha, la confianza es frágil y la pasión arde con más intensidad que nunca.
Leer másLis Narrando.
A luz do sol atravessava a fresta da janela do meu pequeno quarto. Acordei com aquele feixe claro batendo no rosto e, por alguns segundos, permaneci imóvel, reunindo forças para enfrentar mais um dia. Peguei o celular, vi o horário e me levantei depressa. Tomei banho às pressas, vesti-me como sempre e segui para o trabalho. Comecei varrendo o pátio da mansão. O espaço era grande demais. Silencioso demais. Depois, ajudei a pôr a mesa do café da manhã. Tudo precisava estar impecável como se a perfeição do ambiente pudesse esconder a podridão daquela casa. Papai estava sentado à cabeceira, lendo o jornal. Mariana e Pedro mexiam no celular. Laura, minha madrasta, folheava uma revista de moda — a mesma em que Mariana estampava a capa. — Bom dia, pai — disse, colocando o café à sua frente. Ele não respondeu. — Minha filha é linda! — Laura disse animada, erguendo a revista. — Olha, amor, quando nossa princesa brilhou nessa capa. Papai pegou a revista. Não sorriu, não comentou nada. Mas vi em seus olhos o orgulho escancarado por Mariana. Aquilo doeu mais do que qualquer palavra. — Minha princesa linda! — Mariana riu, me olhando com superioridade. Pedro permaneceu em silêncio, como sempre. Meu peito se apertou. As mãos começaram a tremer e, sem querer, o café escapou, manchando o vestido de Laura. O tapa veio no mesmo instante. — Sua rata! — ela gritou. — Como você consegue ser tão lerda? — Desculpa, madrasta — murmurei, abaixando-me para recolher os cacos da xícara quebrada. Mariana se levantou. Enquanto eu pegava pedaço por pedaço, ela pisou com força na minha mão, pressionando-a contra os cacos de vidro. Gritei. — Só uma pequena lição — disse, fria. Olhei para papai. Esperei qualquer coisa. Um olhar. Um gesto. Ele não teve coragem de me encarar. — Eu avisei você, Marcos! — Laura gritava. — Uma filha bastarda não serve nem para servir café. Toda vez que olho para essa garota sinto ódio ao lembrar que você me traiu! As lágrimas caíam enquanto o sangue escorria pela minha mão. Levantei-me rápido para não sujar o tapete caro de Laura e corri para o quarto. Assim que fechei a porta, desabei. Que culpa eu tinha da infidelidade do meu pai? Lembro do dia em que minha mãe me deixou ali. Eu tinha cinco anos. Papai não deixou Laura por ela. Eu fiquei. Desde então, pagava o preço pela traição dele. Eu não era filha. Era lembrança. O erro que não podia ser apagado. Tenho apenas dezoito anos e já vivi coisas que jamais imaginei. Não tenho família por parte de mãe, não tenho amigos, não tenho com quem contar tinha meu avô mas ele partiu quando eu era ainda criança. Mas acreditava que, quando terminasse a faculdade, tudo mudaria. Eu sairia dali. Enfaixei a mão, engoli o choro e voltei ao trabalho. — Ô, bastarda! — Mariana gritou enquanto eu passava pano nos móveis. — Quero que limpe meu quarto. Concordei em silêncio. O quarto dela era grande, iluminado, bonito. Senti inveja não das coisas, mas do amor que ela recebia. Recolhi as roupas espalhadas pelo chão e meus olhos pararam em um vestido lindo. Nunca tive um vestido sequer. Nós duas fazíamos aniversário no mesmo dia. Ela ganhava tudo; eu apenas trabalhava. Quando fui recolher o lixo, vi um colar bonito, com o fecho quebrado. Olhei para os lados e o coloquei no bolso. Já era noite quando lembrei que teria uma prova na faculdade. Pelo menos aquilo ainda era meu. Papai pagava minha faculdade — somente isso. No dia seguinte, acordei cedo, preparei o café da manhã e vesti o mesmo vestido de sempre. Todo dinheiro que conseguia com bicos eu guardava para, um dia, alugar um canto só meu. Fui para a faculdade a pé. Na entrada, jovens de famílias ricas me olhavam como se eu fosse algo que não deveria estar ali. Entrei e sentei no fundo da sala, onde ninguém queria sentar. Naquele dia haveria uma premiação para os melhores alunos. Quando vi a lista, meu coração disparou. Meu nome estava em primeiro lugar. Senti orgulho. Alegria. Até algo gelado encostar nas minhas costas. Mariana estava atrás de mim, cercada pelas amigas. O nome dela aparecia em último lugar. Meses antes, ela sempre ficava no topo — porque eu fazia suas atividades. Até o dia em que me recusei. — Sua maldita bastarda! — ela gritou, na frente de todos. Tentei sair, mas ela me puxou. — Espera. Esse é meu colar? Você roubou meu colar! — Não! Eu achei no lixo. Eu não roubei! — respondi, desesperada. Ela arrancou o colar do meu pescoço, quebrando-o de vez. — Olhem só! — gritou. — Ela está no topo, mas não passa de uma bastarda, filha de prostituta, empregada da minha casa… e agora ladra! Riam. Filmavam. — Eu já disse que não roubei porcaria nenhuma! — gritei. Ela me deu um tapa. Cansada de apanhar, bati nela também. Nós duas rolamos no chão.ZELLAMe despierto con la luz dorada del sol entrando a través de las cortinas y el brazo de Elian rodeando mi cintura.Seis meses desde la batalla. Seis meses desde que casi morimos protegiéndonos. Seis meses de paz que aún se siente demasiado buena para ser real.Me giro en sus brazos, con cuidado de no despertarlo, y simplemente lo miro.El cabello blanco plateado le cae sobre la cara, más suave mientras duerme que despierto. Esos rasgos definidos que antes parecían intocables ahora están relajados, vulnerables. La marca de apareamiento en su cuello —mis dientes grabados en su piel— es visible por encima del cuello de su camisa de dormir.Mis dedos la recorren suavemente y él se mueve.—Buenos días —murmura con la voz ronca por el sueño. Abre los ojos, que cambian de azul a plateado al fijarse en mí—. Me estás mirando fijamente.—No puedo evitarlo. Eres bonito cuando duermes.Se ríe y me acerca más. —¿Bonito?—Devastadoramente hermoso. ¿Mejor?—Mucho. —Sus labios encuentran los mío
ZELLARegreso a mi forma humana, jadeando mientras mis heridas se transforman. La sangre corre por mi hombro, mi pierna trasera —ahora mi muslo— arde en protesta.Tres asesinos fae me rodean, espadas desenvainadas. Actúan con cautela, coordinados. No intentan matarme, sino incapacitarme.Quieren capturarme.—Ríndete —dice uno con voz casi aburrida—. Tu compañero no puede salvarte. Está ocupado.Puedo ver a Elian luchando contra Thorne al otro lado del claro: destellos de luz blanca plateada, el estruendo de la magia chocando. Es poderoso, devastador. Pero Thorne resiste, y llegan más hadas.Este siempre fue el plan: separarnos. Aplastarnos uno por uno.—Que te jodan —le digo, y me lanzo hacia el más cercano.No tengo armas. No tengo magia como Elian ni poderes híbridos como Stella. Solo tengo lo que siempre he tenido: instinto de supervivencia y la absoluta negación a rendirme sin luchar.Mi puño impacta en su cara y siento su nariz quebrarse bajo mis nudillos. Se tambalea hacia atrás
ZELLAAtacan al unísono.Seis lobos de mi antigua manada se abalanzan sobre mí mientras los asesinos Fae se dispersan, cortando las rutas de escape. El Alfa Marcus se queda atrás, observando con ese brillo sádico en los ojos.El primer lobo se lanza hacia mi garganta.Lo esquivo usando las técnicas que Elian me enseñó: no se trata de responder con fuerza, sino de usar la velocidad y los ángulos. Mis dientes se cierran sobre su pata delantera y tiro, aprovechando su propio impulso para desequilibrarlo.Choca contra otro atacante, lo que me da un segundo precioso.Pero son demasiados.Un lobo me ataca por el costado, con las mandíbulas a punto de alcanzar mi cuello. Me giro, pero me muerde el hombro. Un dolor intenso y agudo me atraviesa. La sangre empapa mi pelaje.A través del vínculo, siento la alarma de Elian; lo sintió. Sintió mi dolor.Quédate con Stella, envío desesperadamente. Ella te necesita.Su respuesta es inmediata, absoluta: Ya voy.No. No puede. Si me deja a Stella para s
ZELLANos dirigimos en grupo a la sala de guerra, el gran espacio de conferencias donde se celebran las reuniones estratégicas de la manada. Los mapas ya están desplegados sobre la mesa, con marcadores dispersos por todas partes. Alguien ha estado rastreando los movimientos.—Informe —ordena Antonio con voz firme a pesar del temblor en sus manos.Uno de los centinelas da un paso adelante, con la sangre aún formando costra en su sien. «Seis guerreros Fae. Nivel élite. Usaron glamour para atravesar el primer perímetro y eliminaron a Kevin y Dave en silencio». Su voz se quiebra ligeramente. «Cuando nos dimos cuenta de lo que estaba pasando, ya tenían rodeada a la Luna Stella. Ella luchó —¡Dios, luchó con todas sus fuerzas!—, pero tenían algún tipo de magia de supresión. Sus poderes no funcionaban correctamente».—Desaparecieron por un portal —continúa el centinela—. Magia de transporte feérica estándar. No pudimos rastrearlos.—Yo sí puedo. —Elian ya se acerca a los mapas, sus dedos traz
Último capítulo