Valentina ajeita o vestido.
Puxa a fenda pra disfarçar as pernas que ainda tremem.
Se olha de canto no vidro da varanda.
Espelho suficiente pra saber:
O cabelo tá alinhado.
O batom, milagrosamente intacto.
Mas…
Os olhos… entregam.
Os olhos gritam:
“Essa mulher acabou de ser comida com domínio, ódio e desejo… tudo junto e sem censura.”
Ela respira fundo.
Puxa o ar.
Puxa o controle.
Puxa a persona.
A acompanhante de luxo. A mulher que não se abala. A deusa de salto.
Empina o queixo.
Abre a porta