18. Receio do superior
Era manhã de quinta-feira, e o céu amanhecera carregado. A Constellation Global parecia mais cinza do que de costume, como se refletisse, por dentro e por fora, o peso de decisões invisíveis.
Isabela já havia subido ao 15º andar, onde agora era requisitada com frequência crescente. Usava ainda o jaleco branco, mas seus olhos buscavam mais do que poeira. Procuravam sinais, nuances, brechas.
Na sala de convivência dos andares executivos, onde por vezes ajudava com o reabastecimento das garrafas