Mundo de ficçãoIniciar sessãoDuas alcateias. Um destino. Um amor que desafia a própria natureza. Hadassa, uma Luna marcada pela dor da perda e pela lealdade ao seu clã, nunca imaginou que encontraria redenção nos olhos de um inimigo. Lee, o temido Alfa da Noite, carrega o peso da liderança e segredos que poderiam destruir tudo o que construiu. Quando seus caminhos se cruzam em meio a uma antiga profecia e rivalidades sangrentas, a atração é inevitável, perigosa e… proibida. Enquanto o desejo entre eles cresce e as fronteiras entre ódio e paixão se confundem, ambos terão que enfrentar escolhas impossíveis, traições dentro de suas próprias alcateias e um amor que pode pôr fim à guerra — ou consumi-los por completo. Instinto Selvagem é uma história intensa de paixão, poder e redenção, onde o instinto fala mais alto e o coração desafia até os laços de sangue. Uma leitura arrebatadora para quem acredita que o amor verdadeiro pode nascer mesmo entre feras.
Ler maisA manhã seguinte amanheceu com um céu cinzento, pesado, como se pressentisse o que estava por vir. O chalé estava quieto, envolto em uma paz frágil. Hadassa despertou primeiro, espreguiçando-se sob os lençóis, os músculos ainda sensíveis do que haviam compartilhado horas antes. Ela virou o rosto e contemplou Lee dormindo, a expressão serena, os cabelos bagunçados caindo sobre a testa. Pela primeira vez desde que o conhecera, ele parecia vulnerável.Ela deslizou os dedos suavemente pela clavícula dele, desenhando linhas invisíveis, guardando cada detalhe para si. Havia amor ali — não mais apenas desejo, ou instinto. Ela o sentia no fundo da alma. Mas também havia medo. Medo do que ainda viria, do que os cercava além daquelas paredes de pedra e madeira.Pouco tempo depois, Lee despertou com o toque dela. Um sorriso preguiçoso se formou em seus lábios antes que a puxasse para mais perto e a beijasse na testa.— Bom dia, minha luna.Hadassa sorriu.— Se continuar me chamando assim, não va
parte 1A chuva caiu com força naquela noite, lavando a terra como se tentasse apagar o que havia sido dito — ou feito. Hadassa permanecia em silêncio, sentada na beirada da cama no chalé de Lee, com os cabelos ainda molhados, os olhos fixos na lareira acesa. A chama dançava, projetando sombras ondulantes pelas paredes, mas não era suficiente para aquecer a confusão que dominava seu peito.Lee estava de pé, do outro lado do quarto, os braços cruzados, o maxilar travado. O ciúme ainda pulsava em suas veias, misturado ao medo que não conseguia admitir nem para si mesmo.— Você foi vê-lo — ele disse, sem sequer virar o rosto para encará-la. Sua voz era baixa, mas carregada de tensão.Hadassa não respondeu de imediato. Sabia que se dissesse qualquer coisa naquele momento, poderia feri-lo ainda mais. E, no fundo, ela não queria feri-lo — mesmo que soubesse que isso talvez fosse inevitável.— Ele me procurou — respondeu finalmente, sem desviar os olhos do fogo. — E eu o ouvi. Só isso.Lee s
As brasas da clareira sagrada da Guardiã Lysara ainda ardiam como olhos atentos na escuridão, mesmo horas após o ritual. A energia da noite anterior pairava sobre o ar como um véu espesso — mística e perigosa.Hadassa despertou cedo, antes mesmo dos primeiros pássaros anunciarem a alvorada. Sentou-se sobre a pedra fria, envolta apenas em um manto de peles, e sentiu os ecos do novo poder pulsarem sob sua pele como ondas lunares. Ainda não o compreendia por completo, mas sabia que já não era a mesma.Lee dormia próximo a ela, o peito subindo e descendo com calma, seu rosto sereno. Mesmo em descanso, ele mantinha uma mão estendida, como se temesse perdê-la de novo.Ela o observou por longos minutos, seu coração apertado.Estavam às portas da guerra. E as horas de paz pareciam frágeis demais para serem desperdiçadas.— Preciso de você comigo, Lee — sussurrou ela.E ele, como se tivesse ouvido em seus sonhos, abriu os olhos.— Sempre estarei com você, Hadassa.**Na caverna onde Lysara gua
O silêncio da floresta ao sul era enganador.Hadassa e Lee caminhavam entre as árvores ancestrais, guiados apenas pelas runas brilhantes nas pedras e nos troncos tortuosos. A mata era fechada, sufocante, como se a própria floresta estivesse contendo a respiração diante do caos que se aproximava.— Já estamos longe demais da nossa terra — murmurou Hadassa, a voz baixa, quase como uma oração. — Não sei se os antigos nos reconhecerão aqui.Lee apertou sua mão, seu olhar firme.— Eles reconhecerão. E se não reconhecerem, farei com que respeitem você. Minha Luna.Havia um peso novo naquela frase. Uma solenidade que ela ainda não havia ouvido antes — não dita daquela forma. Hadassa o encarou, surpresa.— Está dizendo... que me aceita diante da Lua?Ele assentiu.— Depois do que passamos... depois do que perdemos... não tenho dúvidas.Ela queria responder, mas uma presença cortou o momento. Uma brisa gelada, antinatural, soprou entre as árvores, e os galhos estalaram como se algo se movesse
Último capítulo