A manhã seguinte amanheceu com um céu cinzento, pesado, como se pressentisse o que estava por vir. O chalé estava quieto, envolto em uma paz frágil. Hadassa despertou primeiro, espreguiçando-se sob os lençóis, os músculos ainda sensíveis do que haviam compartilhado horas antes. Ela virou o rosto e contemplou Lee dormindo, a expressão serena, os cabelos bagunçados caindo sobre a testa. Pela primeira vez desde que o conhecera, ele parecia vulnerável.
Ela deslizou os dedos suavemente pela clavícula dele, desenhando linhas invisíveis, guardando cada detalhe para si. Havia amor ali — não mais apenas desejo, ou instinto. Ela o sentia no fundo da alma. Mas também havia medo. Medo do que ainda viria, do que os cercava além daquelas paredes de pedra e madeira.
Pouco tempo depois, Lee despertou com o toque dela. Um sorriso preguiçoso se formou em seus lábios antes que a puxasse para mais perto e a beijasse na testa.
— Bom dia, minha luna.
Hadassa sorriu.
— Se continuar me chamando assim, não va