A porta da minha casa se fechou atrás de mim com um som que ecoou pelo corredor vazio. Não era apenas a madeira batendo no batente parecia um ponto final, uma sentença silenciosa.
Joguei as chaves sobre o aparador e, por alguns segundos, fiquei parada, encarando o próprio reflexo no espelho da entrada. Eu não parecia comigo mesma. Meus olhos, sempre firmes, carregavam um peso estranho. O batom estava borrado, e meu cabelo, que sempre fazia questão de arrumar, estava despenteado. Não importava.