Dante Morelli
O toque do telefone cortou o silêncio da madrugada como uma lâmina. Eu estava na sala do meu escritório, a mesma que desde ontem parecia um cárcere voluntário. Mapas impressos, fotos e anotações cobriam a mesa e parte do chão. Não tinha dormido, não tinha comido. Desde que Beatrice desapareceu, cada segundo parecia uma ameaça.
A tela do celular piscou com um número desconhecido. Atendi sem pensar.
— Morelli.
Silêncio. Depois, um clique seco. A tela mudou para uma imagem de vídeo.