O primeiro ano de casamento de Arthur e Lara não foi o mar de rosas que os poemas de Lord Byron prometiam. Para dois indivíduos cujas vidas foram forjadas na defensiva e no isolamento, a convivência real era um ajuste constante de engrenagens que insistiam em ranger.
A mansão Valla, agora preenchida pelos risos de Sophie e pelos toques de cor que Lara trouxera, era um porto seguro, mas o mundo exterior ainda rugia.
A tensão começou a se infiltrar pelos vãos das janelas na forma de cartas de cobrança — não de dinheiro, mas de favores. Arthur, ao assumir Lara e Sophie, tornara-se um alvo. A sociedade de Londres, embora tivesse aplaudido o casamento, não perdoava a "quebra de protocolo".
Lara estava sentada na sala de visitas, cercada por convites para chás e bailes que ela sabia serem armadilhas. A Sra. Campbell, a prima escocesa que fora humilhada, iniciara uma campanha de sussurros. Dizia-se que Lara era uma "calculista profissional" que seduzira Arthur para roubar o patrimônio do