O primeiro ano de casamento de Arthur e Lara não foi o mar de rosas que os poemas de Lord Byron prometiam. Para dois indivíduos cujas vidas foram forjadas na defensiva e no isolamento, a convivência real era um ajuste constante de engrenagens que insistiam em ranger.
A mansão Valla, agora preenchida pelos risos de Sophie e pelos toques de cor que Lara trouxera, era um porto seguro, mas o mundo exterior ainda rugia.
A tensão começou a se infiltrar pelos vãos das janelas na forma de cartas de