Londres, 1865.
O sol da primavera filtrava-se pelas janelas da capela de Mayfair, a mesma onde, décadas antes, um advogado implacável e uma governanta corajosa haviam selado um destino improvável. Mas hoje, o silêncio da nave não era ocupado por sussurros de escândalo, mas pelo som firme de passos que carregavam o peso de uma nova geração.
Sophie Valla — agora Lady Sophie Sterling-Valla, tendo restaurado legalmente o nome de sua linhagem — estava diante do altar. Aos vinte e cinco anos, ela possuía a inteligência cortante de Arthur e a resiliência indomável de Lara. Em seu pescoço, o colar de safiras brilhava, não como um troféu de riqueza, mas como um amuleto de sobrevivência.
Sophie olhou para os bancos da frente. Arthur, com seus cabelos agora brancos como a neve de Yorkshire, mantinha a mão firmemente entrelaçada na de Lara. Eles não olhavam para o altar; olhavam um para o outro, um diálogo silencioso de trinta anos que dispensava palavras.
“Eu os vejo e entendo finalmente o que e