Londres amanheceu sob um véu de indiferença, mas na mansão Valla, o amanhecer trouxe um vazio que nem mesmo o ouro mais puro poderia preencher. Arthur acordou em uma cama fria, o lado de Lara intocado, o travesseiro ainda conservando o leve aroma de lavanda que agora parecia uma acusação. No criado-mudo, não havia uma explicação longa, apenas o anel de safiras e um bilhete curto: "Você buscou a lei nas docas, Arthur. Eu vou buscar a justiça na origem. Não me procure até que eu possa olhar para você sem ver a sombra de nossos pais entre nós."
Lara partira. Não para Yorkshire, não para uma pensão no East End, mas para o porto de Portsmouth, embarcando no SS Victory com destino às colônias. Ela decidira que a única forma de salvar o seu casamento era provar, de uma vez por todas, se a história de Julian sobre o entorpecimento de seu pai era uma mentira de um viciado ou a verdade final que Arthur precisava encarar.
Os primeiros dias para Arthur foram um mergulho em um tipo de agonia que e