Londres nunca dorme; ela conspira. No dia seguinte ao confronto com Silas Vance, Arthur e Lara descobriram que fantasmas não precisam de substância para causar estragos — eles só precisam de um tipógrafo corrupto e de uma sociedade faminta por escândalos.
Quando o sol pálido de inverno mal conseguia atravessar a névoa de Londres, o jornal The Morning Gazette já estava nas mãos de cada aristocrata, comerciante e fofoqueiro da cidade. A manchete, embora não mencionasse nomes diretamente, era um dardo envenenado: "O Lobo e o Roubo: O Castelo de Cartas de Mayfair Construído sobre as Cinzas de Blackwood".
Arthur estava no escritório da firma, observando o papel sobre a mesa. A tinta fresca parecia sujar não apenas seus dedos, mas toda a sua vida.
“Eles sabem,” pensou Arthur, sentindo a bile subir à garganta. “Não tudo, mas o suficiente para que o cheiro de podridão afaste qualquer aliado. Eu passei décadas construindo uma reputação de integridade absoluta para me distanciar dos métodos som