Estilhaços à Luz do Dia
O amanhecer não traz alívio.
Traz exposição.
Vidros quebrados brilham no chão como pequenos espelhos partidos.
A parede lateral, parcialmente destruída, deixa o interior vulnerável, escancarado, como uma ferida que ainda sangra.
Ana Luísa observa tudo sentada no degrau da varanda, envolta em um casaco emprestado pelos bombeiros.
O corpo dói em pontos específicos, a perna esquerda pulsa em intervalos regulares, o ombro arde, a cabeça lateja com um peso abafado, mas na