Ecos que se Cruzam
Ana
O arquivo não dorme.
Mesmo à noite, o prédio antigo parece respirar.
Ana percebe isso assim que atravessa a porta lateral, usando a chave emprestada que pesa no bolso como um pacto silencioso.
O corredor estreito está mal iluminado, e cada lâmpada lança sombras irregulares nas paredes bege manchadas pelo tempo.
O som dos próprios passos ecoa mais do que deveria.
Ela gosta disso.
O eco a lembra de que não está invisível, apenas escolhendo quando aparecer.
O relógio no