No meio da Escuridão
A madrugada tinha um silêncio estranho, pesado demais para ser natural.
O vento soprava pelas frestas da janela como se tentasse avisar de algo que ainda estava por vir.
Ana Luiza não conseguia dormir.
Sentada à beira da cama, ela observava as sombras que se estendiam pelo quarto, alongando-se nas paredes como braços invisíveis.
O coração batia forte demais, cada pulsar ecoando no peito como um tambor de alerta.
Rafael, deitado no outro quarto, também parecia inquieto