Ecos na Escuridão
A voz de Rafael ecoava pelos corredores abafados da construção antiga.
Seus passos apressados ressoavam como marteladas no piso de madeira, e o nome de Ana escapava de seus lábios num sussurro desesperado.
As paredes manchadas de umidade pareciam respirar, guardando segredos em cada rachadura.
A casa exalava um cheiro ácido de mofo e lembranças enterradas.
Ele empurrou uma porta entreaberta e entrou num cômodo onde o ar parecia mais denso.
O teto baixo e a pouca luz