O Guardião do Silêncio
O fogo nunca mente.
Ele consome apenas o que já estava pronto para ruir.
Madeira velha, ferrugem escondida sob tinta recente, papéis que fingem ser memória.
Gosto disso no fogo. Ele não cria, apenas revela.
Observo à distância, como sempre.
Não por medo, mas por método.
Aproximação excessiva gera rastros, e rastros contam histórias.
Histórias são perigosas quando caem nas mãos erradas.
O carro ainda estala.
O cheiro metálico se mistura ao de combustível queimado.
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