Mundo de ficçãoIniciar sessãoDominic
A proximidade da pele dela era uma tortura que queimava todos os meus circuitos de autocontrole. O perfume puro de lavanda silvestre misturava-se ao odor do medo e, acima de tudo, ao aroma inconfundível de uma fêmea que reconhecia o seu macho primordial. Pressionada contra a parede de pedra da antissala, Maya tentou virar o rosto, a respiração entrecortada e desesperada. — D-Dominic... não... não foi isso que eu quis dizer — gaguejou ela, os lábios trêmulos e os olhos marejados de lágrimas buscando os meus com pavor e desespero. — O senhor... o Alfa está entendendo tudo errado! Eu jamais disse que... — Foda-se! — a palavra ruiu da minha garganta como um rosnado violento e cru, o tom grave reverberando contra a estrutura do palácio. — Foda-se que eu fui enganado! Foda-se a escória dos Davenport! Eu preciso ter certeza absoluta de que é você! Não dei espaço para mais nenhuma mentira, para mais nenhuma justificativa ou defesa. Selei a sua boca com a minha em um beijo devastador, faminto e implacável. Maya soltou um arquejo abafado contra os meus lábios, mas a reação do seu corpo foi instantânea. O meu lobo rosnou em triunfo quando sentiu o tremor que percorreu cada centímetro da sua espinha. Pressionei o meu corpo com mais força contra o dela, esmagando a sua silhueta macia contra a rigidez da minha estrutura, garantindo que ela sentisse cada centímetro da minha ereção pulsante e desesperada exigindo o seu devido lugar. O beijo aprofundou-se, tornando-se selvagem. A minha língua invadiu a sua boca sem pedir licença, saboreando a doçura quente que assombrara os meus sonhos durante semanas. A minha mão direita abandonou a parece e começou a passear pelo corpo dela — desceu pela curva do seu quadril, apertou a seda do vestido azul com firmeza e subiu até a sua cintura, trazendo-a ainda mais para mim, eliminando qualquer vestígio de ar que existisse entre nós. Rompi o beijo por um segundo apenas para traçar uma trilha de fogo com os lábios pela sua mandíbula, descendo para o lóbulo sensível da sua orelha e afundando a boca na curva quente do seu pescoço, onde a pulsação dela martelava frenética. — D-Dominic... por favor... — murmurou ela em um gemido fraco, a cabeça inclinando-se involuntariamente para me dar mais acesso enquanto as suas mãos trêmulas agarravam as lapelas do meu paletó. — Nós... nós não podemos fazer isso... Parei o movimento da minha boca a milímetros da sua pele. Ergui o rosto devagar, encarando-a com os olhos tomados por um dourado líquido e incandescente. A minha respiração descompensada chocava-se contra a dela. — Você não quer? — perguntei, a voz rasgada por um rosnado contido, desafiando a verdade que a pele dela berrava. Maya piscou, os lábios entreabertos e vermelhos do Beijo, o olhar nublado por uma onda de desejo tão devastadora quanto a minha. — N-nós estamos na antissala do quarto da sua mãe... — sussurrou ela, o pânico do lugar tentando inutilmente resgatar a sua razão. — Alguém pode entrar... a Matriarca... — Ninguém vai entrar — decretei com a autoridade absoluta do soberano, a minha mão apertando a sua cintura com força. — Ninguém dá um único passo neste corredor até que eu mande. Colei a minha testa na dela, os meus olhos cravados nos dela com uma intensidade que parecia queimar o restante das suas dúvidas. — Olhe para mim, Maya — ordenei num sussurro rouco e urgente. — Você quer? Ela engoliu em seco. A luta interna no seu olhar durou apenas uma fração de segundo antes do elo de companheiros vencer qualquer barreira. Maya concordou com a cabeça num movimento suave, quase imperceptível, mas forte o suficiente para incendiar o resto do meu autocontrole. — É tudo o que eu precisava ouvir — rosnou o meu lobo através da minha boca. Voltei a beijá-la com um desespero cego. A minha mão esquerda deslizou pela sua coxa, segurando a barra do vestido azul-escuro e puxando a seda para cima sem cerimônia, subindo o tecido até a altura da sua cintura. A pele nua das suas coxas era quente e aveludada contra os meus dedos ásperos. Enquanto a minha boca devorava a dela em um beijo profundo e úmido, passei os braços por baixo do seu quadril e a ergui do chão sem o menor esforço. Maya soltou um pequeno suspiro de surpresa contra a minha boca e instintivamente amarrou as suas pernas macias ao redor da minha cintura, enterrando os dedos nos meus cabelos para se firmar. Ajustei o corpo dela contra a parede de pedra. Sem quebrar o beijo desesperado, usei a mão livre para abrir o zíper da minha calça social com um movimento rápido e impaciente. Libertei o meu membro rígido e pulsante, sentindo a cabeça do meu pênis roçar a calcinha úmida que cobria a sua intimidade. Deslocando o tecido fino para o lado com um único puxão, alinhei a minha gude exatamente na sua entrada encharcada. A sensação do calor dela fez o meu corpo todo tencionar. — Você é minha — rosnou a minha voz contra os lábios dela, e, num impulso firme e contínuo, me encaixei inteiramente dentro dela, preenchendo-a até o fim de uma só vez.






