A Dor da Rejeição

Dominic

A fúria que me impelia não era apenas o eco da traição, mas o fogo primitivo de um lobo que finalmente reencontrava a sua metade. O corpo de Maya ao redor do meu era uma armadilha perfeita: quente, estreito e deliciosamente encharcado. O impacto da minha entrada arrancou dela um grito abafado contra a minha boca, e o meu próprio peito rugiu em resposta quando a intimidade dela apertou-se ao meu redor com uma força voraz.

Prendi-a com mais violência contra a parede de pedra da antissala, mantendo o seu quadril perfeitamente suspenso, com as coxas macias enlaçadas na minha cintura.

— D-Dominic... — sussurrou ela, as pálpebras pesadas, as lágrimas ainda úmidas coladas aos cílios, enquanto os dedos dela cravavam-se com desespero no tecido do meu terno.

— Diga o meu nome de novo — rosnou a minha voz, um som gutural e dominante que vibrava diretamente contra a pele dela. A minha mão esquerda apertou a carne da sua coxa com uma possessividade feroz, enquanto a outra fixava a sua cintura. — Diga para quem você pertence, Maya.

— Sua... — gemeu ela, escondendo o rosto trêmulo na curvatura do meu pescoço, soltando um suspiro cortado quando dei o primeiro impulso lento, afundando até o talo, preenchendo cada centímetro do seu espaço. — Eu sou sua... Dominic...

Aquelas palavras deveriam ter sido o bálsamo, a trégua que a minha mente exausta pedia. Mas o veneno da dúvida e a sombra dos Davenport ainda queimavam nas minhas veias.

Iniciei uma estocada firme, implacável, ditando um ritmo selvagem que não dava espaço para o pensamento. O som abafado dos nossos corpos colidindo contra a pedra, o atrito da seda do seu vestido azul erguido até a cintura e os gemidos incontidos que escapavam da boca dela ecoavam pelo espaço fechado. A cada investida, o meu lobo uivava em triunfo, embriagado pelo cheiro inconfundível de lavanda silvestre misturado ao suor do nosso desejo desenfreado.

Eu a segurava com tanta força que os meus dedos certamente deixariam marcas roxas na sua pele alva, mas ela não pedia para parar. Pelo contrário: as suas pernas apertavam-se ainda mais ao meu redor, buscando o encaixe perfeito, implorando instintivamente por mais. Cada vez que eu me retirava quase por completo para despencar novamente para dentro dela, o seu corpo arquejava, respondendo à minha força com espasmos deliciosos.

— Olhe para mim — ordenei entre estocadas rápidas e profundas, sentindo a maré febril do orgasmo subir vertiginosa.

Maya ergueu o rosto, os olhos inundados por uma mistura avassaladora de prazer e terror.

— Nenhum truque... nenhuma mentira dessa corja... vai mudar o que o seu corpo diz para o meu — declarei com a voz rouca, acelerando ainda mais o ritmo, empurrando-a contra a parede com fúria. — O seu lobo sabe quem manda aqui. O seu sangue é meu.

— Sim... ah, Dominic, por favor... sim! — arfou ela, arqueando as costas em um reflexo puro, enquanto as paredes internas do seu sexo começavam a se contrair em ondas ritmadas ao redor do meu membro.

O aperto foi tão intenso, tão perfeito, que o meu próprio autocontrole esboroou-se. Senti a onda do clímax dela explodir, fazendo-a tremer inteira nos meus braços, soltando um grito abafado no meu ombro. Aquele vislumbre da sua rendição total quebrou a minha última linha de defesa. Dei três investidas brutais, profundas, cravando-me nela até a raiz, e soltei um rugido estrumecido enquanto despejava o meu sêmen quente no fundo da sua intimidade.

Por longos segundos, permanecemos ali, colados na penumbra da antissala, respirando de forma descompassada, com os nossos corações batendo em um ritmo frenético e pesado. O calor do nosso encaixe ainda pulsava, e o silêncio que se seguiu pareceu carregar o peso de um pacto irrevogável.

Mas o feitiço da carne não apagou minha mente de Alfa.

Devagar, pousei os pés dela no chão, desvencilhando o meu corpo com um movimento frio e metódico. Ajeitei a minha calça e abotoei o paletó, recompondo a postura imponente e distante que me definia antes daquela fraqueza temporária.

Maya recuou um passo, apoiando-se trêmula contra a parede fria, o vestido ainda desarrumado, os lábios inchados pelo beijo e o olhar carregado de uma esperança tola.

— Dominic... — começou ela, respirando fundo, os olhos brilhando com a ilusão de que aquilo significava alguma coisa.

Levantei a mão, cortando qualquer palavra antes que ela pudesse formulá-la. O meu semblante já não exibia a fúria cega de minutos atrás; agora, ele ostentava a geleira absoluta do poder soberano.

— Terminamos, Maya — disse eu, a voz cortante como uma lâmina de aço, sem um pingo de calor ou afeto.

Ela parou, o rosto empalidecendo de súbito, o sorriso frágil morrendo em seus lábios.

— O... O quê? — balbuciou ela, incrédula, as mãos erguendo-se levemente como se quisessem me tocar. — Mas... o nosso elo... nós acabamos de...

— O que aconteceu aqui foi apenas a constatação de um fato biológico — interrompi, encarando-a com total desprezo, cruzando os braços sobre o peito. — O meu lobo precisava ter certeza de que a trapaceira que invadiu o meu quarto era você. E agora eu sei.

— Dominic, por favor... eu te disse, eu fui forçada... — as lágrimas voltaram a verter dos olhos dela, mas o desespero na sua voz não me comoveu em nada.

— Você achou mesmo que, por ter deixado o meu corpo saciar um instinto primitivo, eu abriria as portas do meu coração e do meu trono para uma Davenport? — dei um passo à frente, olhando-a de cima com desdém. — Você é tão fraca quanto a sua irmã. Uma pecinha manipulável em um jogo de traição.

Maya cambaleou para trás, como se tivesse levado um golpe físico no peito. A respiração dela engatou em um soluço seco.

— Você... você está me rejeitando? — sussurrou, a voz quebrada pela humilhação.

— Eu não posso rejeitar algo que nunca foi digno de ser aceito — decretei, friamente, virando-me de costas para ela sem olhar para trás. — Vista-se e suma da minha vista antes que eu perca a paciência e faça com a sua família o que eles merecem há muito tempo.

Você e os seus segredos estão acabados para mim.

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App