O céu começava a clarear quando Eduardo entrou novamente no hotel. O silêncio no saguão contrastava com o turbilhão dentro de si. O encontro com o informante o deixara mais inquieto do que gostaria de admitir. Saíra em busca de respostas, mas retornava com mais perguntas do que certezas.
A ameaça era real. E silenciosa. Como um veneno que se espalhava devagar.
Entrou no elevador e apoiou-se contra a parede de metal escovado, os olhos fixos no nada. A imagem de Helena, frágil e abatida, não saía