O dia amanheceu cinzento, e uma leve garoa escorria pela vidraça do escritório de Henrique. As nuvens carregadas pareciam anunciar que a tempestade que rondava suas vidas estava longe de passar.
Henrique analisava minuciosamente mais uma leva de informações. A cada dado cruzado, a teia se tornava mais evidente — e mais perigosa.
Quando Eduardo entrou na sala, não precisou perguntar. O olhar sério do amigo dizia tudo.
— Diga que você tem boas notícias. — Eduardo fechou a porta, caminhando até a