O silêncio no tribunal era opressor. Helena apertava a mão de Eduardo com força, tentando disfarçar o tremor que corria por seu corpo. À sua frente, Marina — ou melhor, Elisabeth — estava sentada no banco dos réus, algemada, com o olhar vazio, frio, completamente diferente da mulher que ela, por um breve instante, havia tentado entender como mãe.
O juiz ajustou os óculos, folheando os autos do processo, enquanto o promotor começava sua acusação, meticuloso, impiedoso.
— Senhora Elisabeth Tavare