As grades da cela eram frias, mas o olhar de Marina — ou melhor, Elisabeth — queimava de ódio. Sentada na ponta da cama, ela observava o pequeno espaço onde agora passava seus dias. Do lado de fora, a carcereira fazia ronda, ignorando a mulher que, apesar das circunstâncias, ainda transbordava arrogância e poder.
No entanto, o que poucos imaginavam é que a prisão jamais foi suficiente para calar uma mente como a dela.
O som da tranca se abrindo fez Marina erguer o olhar, já esperando quem era.