Mundo ficciónIniciar sesiónUm romance sobre destino, coragem e encontros improváveis. Kendra e Ethan dois mundos diferentes mas com desejos parecidos de mudar o mundo. Ela uma mulher bem sucedida e ele um CEO reservado que não esperava encontrar o amor em uma cafeteria.
Leer másCapítulo 1 — A cafeteria da esquina
O aroma de café fresco sempre teve um efeito curioso sobre Kendra. Era como se aquele cheiro quente e levemente amargo organizasse os pensamentos dela antes mesmo do primeiro gole. Talvez fosse por isso que, todas as manhãs, antes de ir para o escritório, ela passava na pequena cafeteria da esquina. O lugar não era grande. Mesas de madeira clara ocupavam o salão e uma parede inteira era coberta por estantes com plantas e livros antigos que ninguém parecia realmente ler. Ainda assim, havia algo acolhedor ali. Algo que fazia as pessoas desacelerarem por alguns minutos antes de voltarem para a pressa da cidade. Kendra gostava disso. Ela empurrou a porta de vidro e o pequeno sino acima dela tilintou suavemente. — Bom dia, Kendra — disse o barista atrás do balcão, sorrindo. Ela sorriu de volta. — O de sempre, por favor. Enquanto aguardava, apoiou o cotovelo no balcão e passou a mão pelos cachos volumosos que caíam sobre os ombros. Seu estilo sempre foi natural e despojado, algo que contrastava com a precisão quase perfeita dos projetos de design que criava no escritório. Kendra era conhecida no meio profissional. Muitos diziam que ela tinha uma mente criativa rara, capaz de transformar ideias simples em algo visualmente inesquecível. Mas naquela manhã, pela primeira vez em muito tempo, ela não estava pensando em cores, formas ou tipografia. Ela estava simplesmente cansada. A semana havia sido intensa no trabalho, e tudo que precisava naquele momento era do conforto silencioso do café quente entre as mãos. — Aqui está — disse o barista, entregando o copo. — Obrigada. Kendra pegou o copo e se virou ao mesmo tempo em que outra pessoa fazia o mesmo movimento. O impacto foi leve, mas suficiente para fazer o café inclinar perigosamente. — Cuidado! — disse uma voz masculina. Duas mãos firmes seguraram o copo antes que o líquido quente se espalhasse pelo chão. Por um segundo, Kendra ficou imóvel. Então levantou os olhos. O homem à sua frente era alto. Muito alto. A pele negra tinha um tom profundo e elegante, e o cabelo curto, perfeitamente cortado, dava a ele uma aparência simples, mas muito bem cuidada. Ele vestia uma jaqueta escura e uma camiseta básica, algo casual, mas que parecia ter sido escolhido com cuidado. Mas o que realmente chamou a atenção de Kendra foi o olhar dele. Calmo. Seguro. Como se o mundo ao redor não tivesse pressa alguma. Ele olhou para o copo nas mãos deles e depois sorriu levemente. — Acho que conseguimos salvar o café. Kendra soltou uma pequena risada. — Ainda bem. Eu realmente precisava dele hoje. Eles ainda estavam segurando o mesmo copo. Quando perceberam, soltaram ao mesmo tempo. — Desculpa — disse ela. — A culpa foi minha — respondeu ele. — Eu estava distraído. Kendra inclinou a cabeça, curiosa. — Distraído com o quê? Ele pensou por um instante, como se estivesse procurando a resposta certa. — Com o silêncio. Ela franziu a testa, confusa… e ao mesmo tempo intrigada. — Essa é uma resposta diferente. — Eu sei. O barista chamou o próximo pedido, e algumas pessoas na fila começaram a se mover. Mesmo assim, nenhum dos dois parecia com pressa de ir embora. — Sou Ethan — disse ele, estendendo a mão. Kendra segurou a mão dele. O aperto era firme, mas gentil. — Kendra. Por algum motivo, o nome dela pareceu fazer Ethan sorrir de um jeito diferente. — Prazer em conhecer você, Kendra. Ela não sabia explicar por quê, mas aquela frase simples pareceu carregar algo mais. Talvez fosse o jeito como ele disse. Talvez fosse o olhar. Ou talvez fosse apenas o fato de que, naquele momento, pela primeira vez em muito tempo, Kendra sentiu algo inesperado acontecer em uma manhã comum. Um pequeno instante. Um encontro por acaso. Mas que, de alguma forma silenciosa, parecia o começo de alguma coisa.Capítulo 41 — O verdadeiro planoO laboratório estava silencioso.As telas estavam apagadas.O sistema Aurora havia desaparecido.Kendra ainda estava parada diante do computador, olhando para o monitor vazio.Ela sentia um misto de alívio e preocupação.— Acabou — disse ela em voz baixa.Ethan respirou fundo.— Pelo menos ninguém pode usar o sistema agora.Mas do lado de fora…Victor Hale continuava sorrindo.Kendra percebeu.— Ethan…— O que foi?— Ele ainda está sorrindo.Ethan se aproximou da janela.Victor estava parado na varanda, observando a casa com tranquilidade.Como se nada tivesse dado errado.Isso incomodava Ethan.Muito.— Isso não faz sentido — disse ele.Kendra sussurrou:— Acho que cometemos um erro.Ethan franziu a testa.— Que tipo de erro?Antes que ela pudesse responder, Victor deu alguns passos para trás.Depois falou alto o suficiente para que eles ouvi
Capítulo 45 — Entre o medo e o coraçãoO laboratório estava silencioso.A única luz vinha das telas dos computadores.Linhas de código passavam rapidamente pelos monitores enquanto Kendra digitava sem parar.Já fazia mais de 16 horas que ela estava trabalhando.Sem pausa.Sem descanso.Ethan observava de longe.Ele sabia que Kendra era determinada, mas aquilo era diferente.Ela estava completamente focada.Como se todo o peso do mundo estivesse sobre seus ombros.Laura entrou na sala trazendo duas xícaras de café.— Ela ainda não parou?Ethan pegou uma das xícaras.— Não.— Desde ontem.Laura franziu a testa.— Isso não é saudável.Ethan respondeu em voz baixa:— Mas é necessário.Kendra pressionou Enter novamente.Mais uma simulação começou.O algoritmo rodava tentando criar novas variáveis imprevisíveis.Mas algo ainda estava errado.Ela suspirou frustrada.— Não…Ethan se
Capítulo 43 — A irmã do inimigoO som das xícaras na cafeteria preenchia o silêncio entre os três.Kendra ainda tentava entender o que estava acontecendo.A mulher à frente deles permanecia calma, como se aquela conversa fosse algo que ela havia esperado por muito tempo.— Então você é irmã do Victor Hale — disse Ethan.A mulher assentiu.— Sim.— Meu nome é Laura.Kendra cruzou os braços.— E por que deveríamos confiar em você?Laura não pareceu ofendida.Ela apenas respondeu:— Porque eu sou a única pessoa que realmente entende o que meu irmão está tentando fazer.Ethan inclinou-se levemente para frente.— Então explique.Laura olhou ao redor da cafeteria por um instante.Depois voltou os olhos para eles.— Victor não começou esse projeto por dinheiro.— Nem por poder.Kendra franziu a testa.— Então por quê?Laura respirou fundo.— Por causa de uma tragédia.O silêncio tomou conta da
Capítulo 44 — Corrida contra o tempoO relógio marcava 11h17 da manhã quando os três saíram da cafeteria.O clima na cidade parecia normal.Pessoas caminhavam pelas ruas.Carros passavam apressados.Ninguém imaginava que, em apenas três dias, um sistema poderia começar a influenciar decisões no mundo inteiro.Kendra caminhava em silêncio ao lado de Ethan.Laura vinha logo atrás.— Precisamos de um lugar seguro para trabalhar — disse Ethan.Laura respondeu imediatamente:— Eu tenho um.Kendra olhou para ela.— Onde?— Um antigo laboratório da universidade onde eu trabalhava.— Fica fora da cidade.Ethan perguntou:— Victor sabe desse lugar?Laura balançou a cabeça.— Não.— Ele acredita que foi fechado anos atrás.Kendra respirou fundo.— Então vamos para lá.Duas horas depoisO carro parou diante de um prédio antigo de concreto.O local parecia abandonado.Janelas altas cobertas





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