O silêncio dele dessa vez não foi cálculo.
Foi limite.
E isso mudou tudo.
Porque até ali… ele controlava o ritmo. Controlava o espaço. Controlava a resposta.
Agora…
Ele precisava escolher.
E escolha, naquele nível, sempre custa.
Eu não me movi.
Não falei.
Não pressionei.
Porque, às vezes, o erro não vem da pressão.
Vem do tempo.
E eu sabia esperar.
— Você está avançando rápido demais — ele disse, por fim.
A voz mais baixa.
Mais contida.
Mais… real.
Inclinei levemente a cabeça.
— Eu estou avança