A noite não terminou quando eu saí do bar. Ela só mudou de forma. O ar frio da rua não trouxe clareza imediata; trouxe foco. E foco, naquele momento, era mais útil do que qualquer tentativa de alívio. Eu caminhei alguns metros sem olhar para trás, sentindo o salto bater no asfalto em um ritmo que eu mesma defini — constante, controlado — como se cada passo reorganizasse uma parte que tinha saído do eixo lá dentro.
O celular vibrou na minha mão antes mesmo de eu decidir para onde ir.
Eu não olhe