O bar não era apenas um lugar.
Era um refúgio temporário.
Um espaço onde o ruído externo abafava o interno — ou pelo menos tentava — e, naquela noite, eu precisava disso mais do que admitiria em qualquer outro contexto. A iluminação baixa desenhava sombras suaves nas superfícies, o reflexo âmbar do whisky no copo parecia mais intenso do que deveria, e o som constante das conversas ao redor criava uma espécie de proteção invisível, como se ninguém ali estivesse realmente sendo observado.
Mas eu