Mundo de ficçãoIniciar sessãoDurante cinco anos, Ava Beker insistiu em um casamento que nunca foi baseado em amor. Ignorada e tratada com frieza pelo marido, Adam Foster, ela se manteve firme apenas pela esperança de que, um dia, ele pudesse enxergá-la de verdade. Mas tudo desmorona no dia do aniversário de casamento, quando Ava flagra Adam com outra mulher dentro do próprio escritório. Determinada a não aceitar mais migalhas, ela decide recomeçar do zero, mesmo sem experiência e carregando as inseguranças de anos vivendo à sombra de um relacionamento vazio. Em meio ao caos, uma noite impulsiva com um desconhecido surge como uma fuga… um erro que ela pretende esquecer. Até descobrir que esse homem é justamente quem decidirá seu futuro profissional. Frio, poderoso e perigosamente envolvente, ele faz uma proposta inesperada após um conflito com o próprio irmão — Adam. Um casamento por contrato. Um ano. E uma condição simples: Se Ava não se apaixonar, será livre para ir embora. Mas o que começa como um acordo estratégico rapidamente se transforma em um jogo de poder, desejo e sentimentos perigosos… porque, dessa vez, não é só o coração de Ava que está em risco.
Ler maisO tribunal estava lotado naquela manhã. Não era apenas a presença da imprensa ou de curiosos interessados em acompanhar mais um caso criminal. Havia algo naquele julgamento que chamava atenção de forma inevitável. Durante meses, o nome de Abigail esteve ligado a rumores, investigações, escândalos e acusações que pareciam cada vez mais graves conforme novas informações surgiam. Agora, finalmente, tudo chegava ao fim. Ou pelo menos ao fim da parte jurídica. Porque Adam sabia que algumas consequências não terminavam quando um juiz batia um martelo.Sentado na primeira fileira, ele mantinha os olhos fixos na frente, mas a verdade era que mal enxergava o que estava ao redor. Sua mente continuava presa em lembranças que surgiam sem pedir permissão. Lembranças da mulher que o criou, que esteve presente durante boa parte da sua vida e que, apesar de todos os erros, ainda ocupava um espaço impossível de apagar completamente. Era justamente isso que tornava tudo tão difícil. Não era apenas uma
O tribunal estava silencioso quando Ava entrou acompanhada por Adrien. Era um silêncio pesado, diferente daquele silêncio calmo que existia dentro da casa deles desde a chegada de Oliver. Ali, tudo parecia rígido demais, frio demais, como se cada parede tivesse sido feita para lembrar que algumas escolhas não desaparecem apenas porque alguém se arrepende tarde demais. Ava segurava a mão de Adrien com firmeza, tentando manter a respiração tranquila enquanto caminhavam até os bancos reservados. Ela não queria estar ali. Nenhuma parte dela queria reviver aquela história, ouvir novamente os detalhes, olhar para Camile e lembrar de tudo o que aquela mulher tentou destruir. Mas sabia que era necessário. Não por vingança. Não por prazer em ver alguém cair. Era necessário porque Brian merecia justiça, porque a verdade precisava ser reconhecida diante de todos, e porque algumas feridas só começam a fechar quando o mundo para de fingir que elas não existiram.Camile já estava sentada ao lado do
O caminho de volta para casa parecia carregar um silêncio diferente, daqueles que não machucam, não afastam e nem deixam um vazio estranho no peito. Era um silêncio cheio de coisas que nenhum dos dois sabia dizer em voz alta naquele momento, porque talvez algumas felicidades fossem grandes demais para caber em palavras simples. Ava estava no banco de trás, com Oliver nos braços, completamente entregue àquele pequeno peso contra o seu peito. De vez em quando, ela abaixava o rosto só para sentir o cheirinho dele, para olhar a boquinha pequena, os cílios finos, as mãozinhas fechadas como se já segurassem alguma parte dela que nunca mais seria devolvida. Ela tinha passado meses imaginando como seria aquele momento, mas nada do que imaginou chegava perto da realidade. Não era só voltar para casa com um bebê. Era voltar para casa com uma nova vida. Com um novo começo. Com uma parte dela que agora existia fora do seu corpo. Adrien dirigia mais devagar do que o normal, com as duas mãos firm
1 semana depois A dor começou de forma silenciosa, quase tímida, como se estivesse testando o próprio espaço dentro do corpo de Ava. Ela estava deitada, tentando descansar depois de mais um dia longo no hospital, quando sentiu a primeira contração diferente das outras. Não era apenas desconforto. Era mais profunda, mais firme, como algo que não iria simplesmente passar. Ela fechou os olhos por alguns segundos, respirando devagar, esperando que fosse apenas mais um falso alarme, mas quando a segunda veio, mais intensa, mais presente, não houve mais dúvida. Algo dentro dela mudou naquele instante, uma certeza calma, quase instintiva, tomando conta do lugar onde antes havia apenas expectativa. — Adrien. A voz saiu baixa, mas carregada de significado, e ele apareceu quase imediatamente, como se já estivesse esperando por aquele chamado desde o início. Quando viu a expressão dela, não precisou de muitas explicações. Ava levou a mão até a barriga, respirando com dificuldade controlada,
Último capítulo