Mundo de ficçãoIniciar sessãoDurante cinco anos, Ava Beker insistiu em um casamento que nunca foi baseado em amor. Ignorada e tratada com frieza pelo marido, Adam Foster, ela se manteve firme apenas pela esperança de que, um dia, ele pudesse enxergá-la de verdade. Mas tudo desmorona no dia do aniversário de casamento, quando Ava flagra Adam com outra mulher dentro do próprio escritório. Determinada a não aceitar mais migalhas, ela decide recomeçar do zero, mesmo sem experiência e carregando as inseguranças de anos vivendo à sombra de um relacionamento vazio. Em meio ao caos, uma noite impulsiva com um desconhecido surge como uma fuga… um erro que ela pretende esquecer. Até descobrir que esse homem é justamente quem decidirá seu futuro profissional. Frio, poderoso e perigosamente envolvente, ele faz uma proposta inesperada após um conflito com o próprio irmão — Adam. Um casamento por contrato. Um ano. E uma condição simples: Se Ava não se apaixonar, será livre para ir embora. Mas o que começa como um acordo estratégico rapidamente se transforma em um jogo de poder, desejo e sentimentos perigosos… porque, dessa vez, não é só o coração de Ava que está em risco. História 2 - Karol & Matteo Karol se afastou para se encontrar. Matteo esperou em silêncio. Agora, depois de meses separados, os dois recebem uma nova chance de descobrir se o que ficou entre eles era apenas passado… ou o começo de um amor que ainda merece acontecer.
Ler maisNova York brilhava lá fora, como sempre fazia, cheia de luzes que escondiam mais do que revelavam. Do alto daquele prédio, a cidade parecia organizada, quase inocente, com o trânsito desenhando linhas perfeitas entre os quarteirões e os prédios refletindo um poder que, para a maioria das pessoas, parecia inalcançável. Mas Lucca Santorini nunca enxergou beleza naquele cenário. Para ele, aquilo era estrutura, fluxo, dinheiro em movimento e, acima de tudo, gente. Gente que errava, que precisava, que se quebrava. E era exatamente ali que ele encontrava espaço para agir. Encostado no vidro do escritório, com um copo de uísque na mão e o terno impecavelmente ajustado ao corpo, ele observava tudo como quem observa um tabuleiro já ganho. Não havia pressa no olhar, nem ansiedade nos gestos, apenas a calma de quem sabia que cada peça estava exatamente onde deveria estar. A televisão ligada atrás dele passava números e gráficos de mercado, mas Lucca não prestava atenção. Não precisava. Aquilo
O restaurante não estava cheio, mas também não estava vazio, o tipo de lugar onde as conversas se misturam ao som baixo da música e ninguém presta atenção de verdade na mesa ao lado. A iluminação suave deixava tudo mais íntimo do que deveria, como se cada palavra ali tivesse mais peso, como se não houvesse muito espaço para esconder nada. Verena já estava sentada quando Adam chegou, os dedos girando lentamente a taça de água sem realmente beber, o olhar perdido por alguns segundos até levantar e encontrar o dele, e naquele instante alguma coisa mudou, sutil, mas suficiente para que ela soubesse que ele já não estava ali da mesma forma de antes.Adam puxou a cadeira e sentou sem pressa, mas também sem aquele ar leve que costumava carregar. O olhar ficou nela por tempo demais, atento, como se finalmente estivesse encaixando algo que vinha incomodando há dias, e a forma como ele respirou antes de falar deixou claro que aquela conversa não ia ser contornada.— A gente precisa conversar.A
O celular ainda estava na mão dele, a tela acesa iluminando o rosto enquanto o nome continuava martelando na cabeça como algo que se recusava a sair do lugar. Adam permaneceu parado no meio do escritório por alguns segundos, o olhar perdido em um ponto qualquer que ele nem estava vendo de verdade, tentando organizar uma informação que não encaixava como algo leve, como coincidência ou exagero.Aquilo tinha peso.E ele sabia reconhecer esse tipo de coisa.Lucca Santorini não era um nome que aparecia por acaso em conversa de gente desinformada. Quando surgia, era porque já tinha alguma coisa errada acontecendo, mesmo que ninguém ainda tivesse coragem de dizer em voz alta.Adam respirou fundo, passando a mão pelo rosto, sentindo a tensão subir de forma gradual enquanto aceitava o óbvio: aquilo não era o tipo de situação que dava para ignorar. Antes mesmo de pensar duas vezes, o dedo já tinha deslizado pela tela, encontrando o contato que ele sabia que precisava naquele momento.Adrien.C
O escritório estava silencioso demais para aquele horário, mas não era um silêncio confortável. Era aquele tipo de quietude que só aparece quando todo mundo já está completamente imerso no trabalho, cada um focado na própria tela, nos próprios problemas, nas próprias entregas. Adam permanecia sentado, o paletó largado no encosto da cadeira e a camisa levemente aberta no colarinho, enquanto mantinha o olhar fixo em um relatório que já tinha lido mais de uma vez sem conseguir absorver absolutamente nada.A verdade era simples: a cabeça dele não estava ali.Estava no dia seguinte, no almoço que tinha marcado, na conversa que precisava acontecer e que ele já sabia que não seria leve. A dúvida ainda não tinha ido embora, pelo contrário, parecia ter crescido ao longo das horas, ocupando cada espaço que antes era automático para ele.Adam soltou o ar devagar, largando a caneta sobre a mesa, os dedos batendo de leve na superfície antes de puxar o celular quase por reflexo, como se buscasse al





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