Mundo de ficçãoIniciar sessãoDurante cinco anos, Ava Beker insistiu em um casamento que nunca foi baseado em amor. Ignorada e tratada com frieza pelo marido, Adam Foster, ela se manteve firme apenas pela esperança de que, um dia, ele pudesse enxergá-la de verdade. Mas tudo desmorona no dia do aniversário de casamento, quando Ava flagra Adam com outra mulher dentro do próprio escritório. Determinada a não aceitar mais migalhas, ela decide recomeçar do zero, mesmo sem experiência e carregando as inseguranças de anos vivendo à sombra de um relacionamento vazio. Em meio ao caos, uma noite impulsiva com um desconhecido surge como uma fuga… um erro que ela pretende esquecer. Até descobrir que esse homem é justamente quem decidirá seu futuro profissional. Frio, poderoso e perigosamente envolvente, ele faz uma proposta inesperada após um conflito com o próprio irmão — Adam. Um casamento por contrato. Um ano. E uma condição simples: Se Ava não se apaixonar, será livre para ir embora. Mas o que começa como um acordo estratégico rapidamente se transforma em um jogo de poder, desejo e sentimentos perigosos… porque, dessa vez, não é só o coração de Ava que está em risco.
Ler maisKarol nunca imaginou que a própria vida acabaria daquele jeito.Às vezes ainda tentava lembrar em qual momento tudo começou a sair do lugar, mas a verdade é que não existiu um único ponto de ruptura. As mudanças vieram devagar, silenciosas, quase imperceptíveis. Quando olhava para trás, conseguia enxergar os sinais, pequenos demais na época para assustar, grandes demais agora para ignorar. Ela simplesmente não viu… ou não quis ver.Conheceu Alex na faculdade.E, naquele tempo, ele parecia exatamente o tipo de homem com quem se constrói uma vida inteira. Inteligente, carismático, ambicioso, cheio de planos que pareciam possíveis quando eram ditos com aquele entusiasmo quase contagiante. Ele fazia engenharia, falava de projetos, de crescimento, de futuro. Karol ouvia tudo com brilho nos olhos enquanto se afundava nos livros de direito com a mesma intensidade. Cresceram juntos, praticamente na mesma velocidade, compartilhando noites mal dormidas, provas difíceis e sonhos que, naquela fas
Matteo não saiu de casa com pressa naquela manhã. Pela primeira vez em semanas, o ritmo ao redor dele parecia desacelerar um pouco, como se a cidade tivesse decidido dar uma trégua depois de tantos dias carregados de tensão. As movimentações envolvendo Adrien, a imprensa, a audiência e os conflitos da família Foster tinham tomado conta de tudo, inclusive dele, mesmo que não estivesse diretamente no centro. Por isso, aquele pequeno intervalo no meio do dia parecia raro demais para ser ignorado.Ele caminhava pela avenida principal sem destino definido, observando o movimento da cidade enquanto respondia algumas mensagens no celular. Era o tipo de momento em que ele não precisava pensar muito, apenas seguir em frente e deixar o corpo relaxar depois de dias em alerta constante.Foi por isso que demorou alguns segundos para perceber.Karol passou por ele rápido demais.Não foi apenas a pressa que chamou atenção.Foi o jeito.Matteo levantou o olhar automaticamente quando reconheceu o rost
Abigail não dormiu. A madrugada passou diante dela sem descanso real, apenas intervalos curtos de olhos fechados que nunca chegaram a se transformar em sono. O quarto continuava impecavelmente organizado, silencioso, confortável, exatamente como sempre foi, mas nada daquilo ajudava quando o que realmente incomodava era o vazio do lado esquerdo da cama. O espaço que, por anos, sempre foi ocupado por Andrew agora parecia grande demais, frio demais, errado demais. Ele nunca fazia aquilo. Nunca. Mesmo nos piores momentos do casamento, mesmo depois de discussões violentas, períodos de afastamento ou dias inteiros sem se falarem, ele sempre voltava para casa. Sempre. Aquilo não era uma escolha, era parte da estrutura da vida deles, algo tão automático que Abigail nunca precisou questionar. Até agora. Ela estava sentada na poltrona perto da janela desde o início da manhã, ainda usando o robe da noite anterior, segurando uma xícara de café que já havia esfriado há muito tempo. O olhar
Andrew acordou devagar, como se o corpo resistisse a voltar para a realidade. A cabeça pesava por causa da bebida da noite anterior, mas aquilo não era o que mais incomodava. O pior vinha junto da consciência se organizando aos poucos, trazendo de volta tudo o que ele tinha tentado ignorar nas últimas horas. As imagens vinham fragmentadas no início, confusas, mas logo se encaixaram com uma clareza cruel. O bar. A discussão com Adam. A saída de casa. Elizabeth. O corredor. O choro. Ele soltou o ar lentamente enquanto encarava o teto do quarto de hóspedes, sentindo aquele tipo de cansaço que não se resolve com descanso. Era um desgaste mais profundo, mais antigo, que vinha de escolhas mal feitas e consequências que nunca deixaram de existir. Fazia anos que não dormia naquela casa. Anos suficientes para que tudo ali deixasse de ser dele. E, ainda assim, o ambiente carregava uma familiaridade absurda. O cheiro limpo dos lençóis, o silêncio leve da manhã, a luz entrando pelas cortinas





Último capítulo