O ciúme não veio como explosão. Veio como decisão.
Fria. Calculada. Necessária.
Porque, naquele ponto, ficar era perder terreno — emocional, estratégico e, principalmente, de controle — e eu não ia permitir isso, não depois do que tinha acabado de acontecer, não depois de ver, com clareza incômoda, o quanto Arthur ainda guardava coisas que eu não controlava.
Eu peguei a bolsa sem pressa, o movimento limpo, sem hesitação, e só então levantei o olhar para ele, sustentando o suficiente para deixar