O silêncio dele não foi vazio.
Foi escolha.
E isso foi o que confirmou.
Não era alguém acostumado a reagir.
Era alguém acostumado a decidir o momento exato de cada resposta.
Mas eu tinha empurrado.
E, pela primeira vez…
Ele precisou calcular.
— Você está fazendo a pergunta errada — ele disse, finalmente.
A voz ainda controlada.
Mas não igual.
Mais baixa.
Mais… densa.
Inclinei levemente a cabeça.
— Então corrige.
Silêncio.
Curto.
Mas carregado.
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Ele não respondeu de imediato.
Caminhou um pass