Sabrina Duran
Não sei quanto tempo passei ali. Podem ter sido dez minutos ou uma hora. O tempo no pânico é uma distorção cruel. Alguém começou a bater na porta.
— Sabrina! Abre essa porta! — Era o André. — O Ricardo está fazendo cena lá fora, ele quer falar com a gerência. Sah, o que aconteceu?
Eu não respondi. Fiquei em silêncio, encolhida, torcendo para que ele fosse embora. Mas as batidas continuaram, seguidas de outras vozes, de seguranças confusos, do caos que eu deveria estar gerenciando