Sabrina Duran
Peguei o meu celular. Minhas mãos ainda tremiam um pouco, não de medo, mas da descarga de adrenalina e de proteção. Disquei o número do Augusto. Ele atendeu no primeiro toque.
— Sah? Aconteceu alguma coisa? — A voz dele, sempre tão controlada, tinha aquela nota de preocupação imediata que só ele reservava para mim.
— Ele esteve aqui, Augusto. O Ricardo.
Houve um silêncio pesado do outro lado. Eu quase podia ouvir as engrenagens da mente dele girando, calculando riscos, prepara