Augusto Vilar
Sentamos em poltronas de couro que pareciam abraçar o corpo. Sabrina olhava para mim com uma curiosidade nova.
— Por que o piano, Augusto? Você nunca mencionou que tocava.
— Meu pai era um entusiasta da matemática e da música. Ele dizia que ambas eram a mesma linguagem: a busca pela ordem no caos. Ele queria que eu fosse um arquiteto, mas eu preferi a engenharia das leis. O piano é o meu único elo com a parte de mim que não precisa provar nada a ninguém.
Eu me levantei e fui