Sabrina Duran
A luz estroboscópica da boate ainda estava desligada. Eram aquelas horas mortas da tarde, onde o cheiro de gim caro e perfume importado se misturava ao odor de limpeza pesada. Eu estava no balcão, conferindo os estoques de cristal, sentindo o peso do pingente de ouro no meu pescoço. Um lembrete constante de que eu não era mais a caça, mas a dona do território.
O movimento na entrada foi sutil, mas meus sentidos, treinados por anos de sobrevivência nas sombras, dispararam um alert