Sabrina Duran
Caminhar pelo corredor até o meu escritório pareceu durar uma eternidade. Eu sentia a energia dela: medo, culpa e uma pitada de rebeldia que me dava nojo. Quando entramos, fechei a porta e o silêncio acústico do ambiente nos engoliu. O som da boate virou apenas um zumbido distante, como o coração de uma fera enjaulada.
Sentei-me na minha cadeira de couro, a mesma onde o Augusto costuma sentar quando vem me buscar para jantar. O cheiro dele ainda estava impregnado no ambiente, e