Augusto Vilar
O silêncio é a ferramenta mais afiada no arsenal de um advogado, mas, nos últimos dias, ele se tornou a minha própria guilhotina. Eu sabia que Sabrina estava esperando um sinal. Eu sentia a vibração fantasmagórica do meu celular no bolso a cada hora, imaginando a expressão de dúvida no rosto dela, o brilho de desconfiança naqueles olhos que eu finalmente tinha começado a desarmar.
Mas eu não podia ligar. Não até que o castelo de cartas estivesse pronto para desmoronar.
Passei hor