Augusto Vilar
O brilho de São Paulo sempre me pareceu uma rede de circuitos integrados, uma pulsação elétrica que monetiza a lógica fria de um processador. Mas, ao cruzarmos o limite da cidade naquela noite, vindo do silêncio sepulcral do interior, a metrópole parecia diferente. O ar não estava apenas carregado de poluição e pressa; ele trazia o peso do alívio. Ao meu lado, Sabrina dormia com a cabeça encostada no vidro, uma expressão de serenidade que eu raramente via. O "ouro" que ela carreg