Lian Bianchi O silêncio do meu escritório no 42º andar é, geralmente, o meu santuário. Mas, nos últimos três meses, esse silêncio foi preenchido pela presença constante, eficiente e irritantemente silenciosa de Júlia Cavalcante. Eu a mantive por perto, a um braço de distância, sob uma carga de trabalho que faria qualquer outro profissional pedir demissão em uma semana. Eu queria testá-la. Queria ver até onde a "mulher da boate" aguentava ser a "secretária de ferro". A verdade? Eu não tive mais nada com ela porque eu precisava entender o que aconteceu naquela noite. Eu, Lian Bianchi, o homem que transformou o desdém dos pais em um império financeiro, nunca perco o controle. Mas com ela, naquela noite, eu perdi. E o fato de ela ter fugido ao amanhecer, deixando-me sozinho naquela cama, feriu um orgulho que eu nem sabia que ainda possuía. Foi prazeroso ver a cara assustada dela ao descobrir que eu era o seu chefe, mas depois eu vi que ela não era a mulher para um caso promíscuo no
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