O relógio marcava quase meio-dia, e o escritório começava a assumir aquele ritmo entre o fim da manhã e a espera pelo almoço.
Henrique, encostado na mesa, examinava um contrato com concentração fingida — mas qualquer um que o conhecesse bem saberia que ele estava apenas tentando ocupar a mente. Desde o momento em que Elize saíra da sua sala, algo nele não encaixava.
A porta se abriu depois de dois breves toques, como sempre acontecia quando Arthur estava por perto.
— Precisa de alguma coi