Elize saiu da sala de arquivos como quem tinha sido expulsa por um furacão — ou pior, como se ela mesma tivesse virado o furacão. O coração ainda batia como se quisesse escapar pela garganta, e tudo o que ela conseguiu pensar foi:
“Preciso sair daqui. Agora.”
No corredor, respirou fundo, ajeitou a blusa, tentou recuperar alguma dignidade e foi direto até a recepção. Encontrou Glória digitando furiosamente no computador.
— Glória… — disse com um sorriso que escondia o pânico — posso te trazer