Helena estava sentada na varanda, observando o céu da manhã. A cidade ainda despertava, e ela sentia que algo dentro dela também estava mudando. Não era medo. Nem dúvida. Era uma sensação de que algo novo estava por vir.
Arthur apareceu com duas xícaras de café e se sentou ao lado dela.
— Dormiu bem?
— Dormi. Mas sonhei com Lisboa.
Ele sorriu.
— E no sonho, você estava lá?
— Estava. Mas não sozinha. E não era só por você. Era por mim também.
Arthur ficou em silêncio por alguns segundos.
— Então