Clara acordou antes do sol. A mala já estava pronta, encostada na parede do quarto. Não era grande. Não precisava ser. Ela não levava tudo só o essencial: cadernos, uma blusa vermelha, um livro de Helena, um bilhete de Arthur, e a certeza de que partir não era abandono. Era escolha.
A cidade ainda dormia. O Instituto seguia em silêncio, como se respeitasse sua decisão. As mulheres que ela escutou, acolheu e levantou agora caminhavam com as próprias pernas. E Clara… Clara queria descobrir até o