O Preço da Fragilidade
Aaron Meneses
Voltamos da nossa breve e intensa lua de mel com a satisfação silenciosa de quem acabara de assinar a paz em meio à guerra familiar. A cobertura, que agora oficialmente pertencia a nós dois, parecia finalmente um lar. Eu estava pegando as malas na entrada quando Lila parou, a mão em meu braço.
— Aaron.
A voz dela era tensa. Olhei para onde ela olhava.
Meu pai estava na porta do meu apartamento.
Não era a minha mãe, o que por si só era um alívio. Era Arthur Meneses, o CEO de fato, o homem que construiu o império e que, com sua ambição silenciosa, ditou as regras da minha vida. Mas ele não parecia mais o CEO.
Ele estava sentado em um banco de mármore do hall de entrada, pálido, encolhido. O seu terno de três peças estava impecável, como sempre, mas ele parecia pequeno demais para a roupa. Ele estava visivelmente frágil. A doença que o havia afastado do dia a dia da empresa o havia consumido em meses.
Eu senti a minha guarda subir instantane