O Contrato de Almas
Aaron Meneses
Eu a trouxe daquele chão de mármore para o calor da nossa cama. O pedido não oficial, no meio do vapor do chuveiro, havia sido a coisa mais real que eu já fizera. Agora, estávamos entrelaçados, deitados nos lençóis de seda, com a certeza calma de que o nosso caos finalmente havia encontrado a sua ordem.
Estávamos pelados e entrelaçados na cama. A luz baixa do amanhecer filtrava-se pelas janelas panorâmicas, iluminando o quarto. Eu acariciava os cabelos dela, sentindo a paz que só ela podia me dar.
— Isso é real, não é? — Eu sussurrei, a voz ainda um pouco rouca pela noite.
— É mais real do que qualquer fusão corporativa, Aaron. — Ela respondeu, aninhando-se mais perto.
— Eu não quero esperar. Não quero mais um ano de "quase juntos". Minha paciência como CEO é infinita para os lucros, mas é inexistente para a minha felicidade.
Lila ergueu a cabeça para me olhar, e eu vi o mesmo fogo pragmático que eu tanto admirava.
— Eu concordo. Se for para