Eu, por minha vez, vestia um rosa delicado, na altura da coxa, combinando com o salto que sustentava minha postura firme. Meus longos cabelos, em ondas suaves, caíam em um baby liss perfeito, como se a cena tivesse sido cuidadosamente ensaiada. Miguel estendeu-me a mão, e juntos seguimos em direção à saída do restaurante. Atrás de nós, ouvi meu pai murmurar, ao destravar o carro, com aquele tom de desprezo que lhe era característico: Marks: Bando de urubus… O carro deslizou silencioso pela avenida arborizada. Os vidros fumê escondiam qualquer vestígio da tempestade que havia acontecido no restaurante. Meu pai estava ao volante, com a expressão altiva de quem acreditava ter vencido uma batalha. Minha mãe ajeitava a barra do vestido sobre as pernas cruzadas, enquanto Miguel, no banco de trás ao meu lado, ainda parecia agitado. Marks: Eu avisei. — disse, rompendo o silêncio com sua voz firme. — Esse rapaz nunca passou de um aproveitador com boas maneiras. Sabe sorrir, sabe vestir-se
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